Corria o século XVI, quando, vencendo mitos, medos e superstições, Portugal se lançou à descoberta o mar nunca antes navegado, desvendando o desconhecido. Os portugueses tiveram então a capacidade de revolucionar o mundo e as gerações vindouras. Novas páginas da história foram escritas.
É, pois, tempo de repensar os Descobrimentos, a expansão portuguesa e as glórias passadas, perspetivando uma nova era, novos aventureiros e Novos Descobrimentos: a conquista de novos mercados - a Internacionalização.
Do Bojador à Boa Esperança é pois, o mote para, em conjunto, caminharmos e superarmos os muitos e grandes desafios colocados pelo mundo globalizado, interdependente e multicultural em que vivemos, e que de nós exige novas e diferentes competências e uma postura facilitadora da atuação em ambientes competitivos, de grande diversidade cultural e sem fronteiras.
Matosinhos, outrora porto de abrigo dos nossos navegadores, é um hoje um concelho com renovado potencial , estrategicamente localizado, que se assumiu ao longo dos anos como um importante centro urbano empresarial e industrial, porta de entrada para uma região economicamente forte, e de saída imediata para as principais redes viárias, aéreas e marítimas.
Mas falar de Matosinhos é também falar de um concelho de horizontes e inovação, que vê nos jovens potenciais embaixadores do tecido empresarial local, com uma nova atitude, capazes de aderir à mudança, de abraçar desafios, ajudar as empresas nacionais a olhar de forma diferente a passagem para outras paragens, lançar os alicerces de uma economia e sociedade prósperas.
E este, sitio do projeto, é o veiculo primordial de participação. Um espaço recriador de diversidade, memórias e encontros, a nossa bússola, o nosso quadrante, a nossa caravela, para juntos navegarmos rumo ao futuro…

Guilherme Pinto
Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos


No actual contexto com a "nítida precariedade laboral que os jovens enfrentam" há apenas duas opções, dois "destinos" possíveis: ficar no "cais" do negativismo, tipo "velho do Restelo", ou enfrentar, olhos nos olhos, as dificuldades e "vencer" a tormenta, como fizeram os portugueses dobrando o "bojador" à procura e descoberta da "boa esperança".
No actual contexto de crise e até de desesperança, onde não há objectivos de "evangelização" e/ou até de dar "novos mundos ao mundo" há que "procurar" saídas e criar oportunidades.
Saídas.
A crise é para ser vencida e não para criar uma geração perdida na falta de oportunidades e numa depressão colectiva.
A crise global, com principal incidência na Comunidade Europeia, obriga-nos a repensar as políticas para a juventude desenvolvidas pela autarquia, que tem apostado na "qualificação dos jovens" nomeadamente "em termos sociais e educativos".
Reconhecemos "a extrema importância da disponibilização de recursos e estratégias que auxiliem os nossos jovens a lidar com o desemprego, com a desadequação profissional e com uma perspetiva de futuro, através nomeadamente da sua capacitação  e da realização de ações que favoreçam a mobilidade internacional".
Estas conferências não são, nem pretendem ser, um convite à "fuga", mas, antes do mais, uma "bússola" que permita aos jovens de Matosinhos procurarem um rumo e encontrarem o seu "norte".
 
Fernando Rocha
Vereador da Juventude
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